Médicos que ativam o Fator R no Simples Nacional pagam a partir de 6% de imposto. Entenda como funciona para serviços médicos em 2026 e quanto você pode economizar.
Os serviços médicos são tributados no Simples Nacional com regras específicas que, quando bem planejadas, resultam em uma das menores cargas tributários do país para prestadores de serviços. A chave é o Fator R — uma relação matemática entre folha de pagamento e faturamento que determina se o médico fica no Anexo III (6%) ou no Anexo V (15,5%).
O Fator R é calculado dividindo a folha de pagamento acumulada dos últimos 12 meses (incluindo pró-labore) pelo faturamento do mesmo período. Se o resultado for igual ou maior a 28%, o médico é enquadrado no Anexo III, com alíquota inicial de 6%. Se for menor, vai para o Anexo V, com alíquota de 15,5%.
Simulação Fator R: médico faturando R$ 18.000/mês. Pró-labore de R$ 5.040 (28% do faturamento) → Fator R ≥ 28% → Anexo III → alíquota 6% → DAS de R$ 1.080/mês. Sem Fator R → Anexo V → alíquota 15,5% → DAS de R$ 2.790/mês. Economia: R$ 20.520/ano.
Para médicos com faturamento acima de R$ 1,5 milhão/ano, o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso que o Simples Nacional, especialmente quando a clínica se qualifica para equiparação hospitalar (carga de 5,93%). A análise comparativa entre os regimes é obrigatória anualmente com o contador especializado.
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