Entenda o que são as certidões negativas, os tipos existentes e como emitir cada uma para manter a clínica regular.
Cedo ou tarde toda clínica precisa apresentar uma certidão negativa de débito: em um contrato com convênio, em um financiamento, na venda da empresa ou em uma licitação. Neste guia explicamos o que são as CND, quais os tipos, como emitir cada uma e o que fazer quando a certidão sai positiva.
Certidão negativa não se conquista na hora do aperto: ela é o retrato da regularidade fiscal da empresa. Manter as obrigações em dia é o que garante a emissão quando você precisa fechar um negócio.
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A certidão negativa de débito (CND) é um documento oficial emitido por um órgão público que atesta que a empresa não possui débitos pendentes perante aquele ente. Em outras palavras, é a prova de que a clínica está regular em relação a determinado tributo ou obrigação.
Ela é exigida em uma série de situações: contratos com o poder público, participação em licitações, obtenção de financiamentos, venda ou reestruturação da empresa, credenciamento em convênios e muitas operações comerciais. Sem a certidão, o negócio simplesmente não anda.
Não existe uma única certidão: cada esfera de governo e cada obrigação tem a sua. As principais para uma clínica são:
Dependendo da operação, pode ser necessário apresentar todas elas ao mesmo tempo.
A boa notícia é que a maioria das certidões é emitida gratuitamente pela internet, quando a empresa está regular:
Quando tudo está em ordem, a emissão leva minutos. O problema aparece quando há pendências: nesse caso, o sistema recusa a certidão negativa e é preciso primeiro regularizar.
Nem toda certidão com débito impede a clínica de operar. Existe a certidão positiva com efeito de negativa (CPEN), que é emitida quando há débito, mas a sua exigibilidade está suspensa. Isso acontece, por exemplo, quando:
Na prática, a CPEN produz os mesmos efeitos de uma certidão negativa. Por isso, muitas vezes a solução para destravar um contrato não é quitar tudo à vista, mas parcelar o débito e emitir a positiva com efeito de negativa.
Para uma clínica, as certidões são a chave de várias portas. Sem elas, é comum:
Ou seja, a regularidade fiscal deixa de ser uma formalidade e vira condição para o crescimento do negócio.
Se a certidão sai positiva, o caminho é objetivo:
O erro mais comum é deixar para resolver na véspera de um contrato importante. Como a regularização pode levar dias, o ideal é manter as obrigações em dia e monitorar as certidões com antecedência.
Na maioria dos casos, a emissão é gratuita pela internet quando a empresa está regular. O custo, quando existe, está em regularizar débitos que impedem a emissão, não na certidão em si.
A negativa atesta que não há débitos. A positiva com efeito de negativa é emitida quando há débito, mas com exigibilidade suspensa, por exemplo em parcelamento em dia, e produz os mesmos efeitos da negativa.
Depende da operação. Algumas exigem apenas a federal; contratos maiores e licitações costumam pedir federal, estadual, municipal, FGTS e trabalhista ao mesmo tempo.
Em geral, sim. Se o parcelamento estiver em dia, é possível emitir a certidão positiva com efeito de negativa, que serve para a maioria das finalidades.
Depende da pendência. Um débito já parcelado ou uma declaração faltante podem ser resolvidos em poucos dias; situações com muitos períodos ou valores exigem mais tempo de apuração.
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